sexta-feira, 19 de junho de 2015

Reflexão e filmes sobre: Solidão e relacionamentos amorosos


Podemos terminar a vida sozinhos e será que isso é saudável? Será que é mesmo tão importante ter alguém pro resto da vida ao seu lado? De fato, acredito que totalmente sozinho talvez se torne um pouco depressivo, mas existem mesmo assim pessoas que se isolam na selva e vivem sozinhos ou na companhia de poucos animais selvagens.

É interessante como temos uma visão de necessidade de ter alguém perto num relacionamento amoroso entre duas pessoas. Se uma pessoa se encontra no poliamor: tá errado. Se a pessoa se encontra sozinha: tá errado. Talvez precisamos rever nossos conceitos adquiridos dessa sociedade que como já sabemos tem idéias bem erradas (se levarmos em conta preconceitos pobres como racismo, sexismo e especismo [esse último poucas pessoas entendem infelizmente, mas quem sabe no futuro]).

A sociedade nos educou a vivermos em pró de casar, encontrar alguém, o amor da vida, a alma gêmea, a metade da laranja. E se não encontramos em nossas primeiras experiências amorosas parece que tudo desaba. Mas será que não é preciso ter um amadurecimento interno e coletivo antes de realmente encontrar o amor da vida? Ou melhor ainda, será que é preciso ter um amor na vida. Um dos problemas relacionados a isso é a forma como os diferentes sexos lidam. Homens querem ser bem sucedidos, ter dinheiro, conseguir uma mulher para finalmente conseguir sustentar sua família. Mulheres querem ser bonitas, gostosas para conseguir um homem que a sustente. Ainda bem esse pensamento está mudando e cada vez mais as mulheres procuram um desenvolvimento profissional, tendem a ter filhos bem mais tarde (ou a não ter) do que vim a depender só do marido.

Pra se relacionar bem com qualquer pessoa é preciso um grande amadurecimento, aprender a respeitar as idéias e opiniões dos outros, as religiões, a forma de viver, os desejos. Você consegue se relacionar bem com todos a sua volta? Irmãos, amigos-irmãos, colegas de trabalho, colegas da faculdade, família? Você nunca discutiu? Quem sabe ainda não seja a hora de você encontrar a pessoa certa? Talvez seja hora de curtir a vida, isso não quer dizer necessariamente você sair transando loucamente por aí, e sim que você pode aproveitar o tempo para viajar, conhecer pessoas, estudar, manter a forma, comer bem, cozinhar. E quem sabe depois disso você esteja pronta pra conhecer alguém e ter uma experiência saudável?

E quando você tem uma relação, você está pronto para avaliar ela da forma certa para o seu crescimento pessoal? Existe o pensamento de muitos que "se acabou é porque não deu certo". Jamais né? Se passou um mês juntos já deu certo, uma semana já deu certo. Talvez dependa do que você está pensando que é dar certo. Garanto a você que meus namoros de 15horas, 4 meses, 6 meses, 2 anos e o atual fizeram a pessoa que eu sou hoje, me fizeram crescer em caaaaada detalhe até chegar a esse pensamento de que tempo é relativo, amor é relativo, respeito e confiança você vê na prática e depois percebe muita coisa que antes você não tinha capacidade de compreender e perceber. Claro que não sou a expert, só tenho 24 anos, 5 namoros sendo eles: uma coisa ridícula de 15horas, 2 paixões e 2 relações amorosas.

Pode ser que esse relacionamento atual não dê certo/ou não dure até eu morrer, eu realmente espero que dure bastante, mas nada é certo. Você pode ser uma atea que encontra um religioso e depois vim a ser uma religiosa que encontra um ateu. Ou seja: NADA é certo. Você não pode prever nada. O que importa é estar aberto a entrar numa relação com uma boa cabeça, e ter a experiência com a mente aberta para novos aprendizados.

A maioria (não sei se todas) das espécies de animais encontram um par, mesmo que seja só para reprodução. Então por quê uma vida humana sem reprodução, sem filhos e sem companheiro parece tão errada? Eu infelizmente não consigo ver tanto sentido na vida sem ninguém. E sei que isso é um pensamento tão pobre e dependente. Talvez seja porque eu não tive muitos amigos de fato e acabei me prendendo mais ao amor, namorados, ficantes enfim. Quando a pessoa tem a oportunidade de ter mais amigos percebe que felicidade não é só estar com um homem maravilhoso que te ama do teu lado, mas estar com várias pessoas maravilhosas que te amam, mas que não tenham uma relação sexual com você. Quando vejo alguém na beira dos 35 anos sozinho, pra mim é caótico, eu não consigo me imaginar assim, como a pessoa passa tanto tempo sozinho (e não sozinho). Ainda preciso melhorar muito meu pensamento sobre isso e tentar entender como uma pessoa é feliz sem um par romântico.

Caso você tenha uma opinião sobre isso, exponha nos comentários :)

Agora vamos falar de filmes. Selecionei alguns filmes que assisti e são meus preferidos sobre os temas amor e solidão. Vamos a eles:

Sobre amor, relacionamentos e todos os problemas relacionados a isso (que é o que mais tem rsrs):




Diário de uma paixão, de Nick Cassavetes (2004)

A história de Allie e Noah, um casal de 1940 que se conhece num parque de diversão. Seus pais não aprovaram o namoro e distanciaram o casal, mas Noah persiste e envia cartas pra ela todos os dias. Sem mais spoilers quem não assistiu, vale a pena e prepare uns lenços porque é pra chorar. :')






Wall-E, de Andrew Stanton (2008)

Wall-E é um robô que vive solitário no planeta Terra, Na verdade ele vive na companhia de uma baratinha até encontrar uma robô chamado Eva. O filme tem uma crítica social e uma história de amor muito fofa.






Amor e outras drogas, de Edward Zwick (2011)

Jamie é um galinha e passa a trabalhar num laboratório da indústria farmacêutica. Conhece Maggie que sofre de mal de Parkinson. Começam a ficar a priori só pela atração física, mas aos poucos eles começam a se apaixonar e enfrentar a doença juntos.






A casa do lago, de Alejandro Agresti (2006)

Kate é médica que morava sozinha em uma casa à beira de um lago. Hoje quem mora nela é Alex, um arquiteto frustrado. Os dois trocam cartas por dois anos até se apaixonarem e buscarem um jeito de se encontrar.










Sentidos do amor, de David Mackenzie (2011)

Susan é epidemiologista em crise com o amo e conhece Michael que é um chefe de cozinha. Enquanto o casal se conhece e se apaixona se espalha pelo mundo uma pandemia que tira alguns dos sentidos da população.








Amor além da vida, de Vicent Ward (1998)

Chris, Annie e seus filhos são uma familia feliz, mas quando os filhos morrem em um acidente o casal é afetado, principalmente Annie. Quatro anos depois Chris morre em um acidente e é mandado para o paraíso. Chris fica sabendo que Annie se suicida e não vai para o paraíso. Ele faz de tudo para achá-la :'(. Já chorrei só com a sinopse.







Sex and the city, de Darren Star e Karey Kirkpatrick (2004)

Famosíssimo, tem 6 temporadas e 2 filmes. É da HBO e conta a história de 4 mulheres com seus 30 a 40 anos que vivem em Nova York, e vivenciam e dividem suas relações sexuais, amorosas, seus desejos e conflitos.






Girls, de Lena Dunham (2012)

Girls é uma série da HBO (ou seja: nudez até a morte ¬¬, porque eles são muito apelativos :'] ), e mostra a vida de 4 garotas e suas vidas amorosas que vivem em Nova york. Criado e estrelhado por Lena Dunham. É como se fosse um Sex and the city com garotas mais pobres haha. Já está na 5º temporada. É começar a assistir e viciar!


Agora pra quem tá solteiro ou quer aproveitar essa solidão, valem a pena assistir e refletir esses filmes:




Eu Sou a Lenda, de Francis Lawrence (2008)

Um vírus dizimou a população de Nova York. Robert é um cientista que se torna imune ao vírus e passa 3 anos percorrendo a cidade e enviando mensagens de rádio na tentativa de encontrar alguém vivo. Ele vive somente com o seu cachorro numa cidade totalmente deserta. É um filme incrível, sem falar que os infectados são como zumbis. E zumbis é amor <3 haha *-*





Mary & Max, de Adam Elliot (2009)

Um stop motion fantástico que conta a história de Mary, uma menina solitária de 8 anos que vive na Austrália que começa a se comunicar por cartas com Max Gorovitz, de 44 anos que vive em Nova York, tem sindrome de Asperger e também é um homem solitario. Eles desenvolvem uma forte amizade por cartas, é sensacional. Detalhe: Inspirada em uma história real.







Na natureza selvagem, de Sean Penn (2008)

Inspirado em uma história real, na década de 90. Christopher é um jovem recém formado que decide viajar sem destino em busca de liberdade. Ele conhece pessoas de todos os tipos que mudam sua vida. É um filme de superação que instiga muito ao pessoal que é louco por natureza e viagens.

Ela, de Spike Jonze (2013)

E pra finalizar, um filme que preferi colocar na categoria de solidão pois conta a história de Theodore que se apaixona por um sistema operacional. Simplesmente estrelado por Joaquin Phoenix e Scarlett Johansson (a voz do S.O.). Ele inicialmente compra um novo sistema e depois acaba tendo uma relação amorosa. É incrível, você termina o filme com outra percepção de amor.
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